Minha primeira consulta com um psicólogo!

Bom dia guerreiros e guerreiras do meu coração de dragão! Tudo bem com vocês? Eu estou tentando melhorar a cada dia que passa. Se caiu aqui de paraquedas e não está entendendo nada, aconselho que veja a ultima postagem onde menciono sobre uma grave crise de ansiedade que ocorreu recentemente comigo. 

Como é a primeira consulta com um psicólogo?


Como dito anteriormente, diante de uma crise de ansiedade fui parar no hospital. Com isso no dia seguinte fui no posto mais próximo da minha casa para ser avaliada novamente, onde o médico me passou dois remédios e um encaminhamento para passar com um psicólogo.

Não demorou muito tempo para que eu fosse correr atrás da minha liberdade. Sentir-se preso a uma mente que tem oscilações de ansiedade não é nada bom. E eu estou firme diante dessa decisão de pedir ajuda diante destes problemas. Minha crise foi em 13 de setembro, e ontem 18 de setembro eu já consegui consegui marcar minhas consultas.

A princípio eu achei que só iria marcar a data e pronto. Um homem me chamou e eu entrei na sala, ele pediu meus documentos e foi anotando numa ficha. Achei que ele era apenas um secretário, atendente ou sei lá o que fosse, mas para meu engano, eu já estava falando com o psicólogo. Estranhamente  a conversa fluiu de uma maneira tão natural, e eu nem me senti nervosa no momento onde ele perguntou o motivo para que eu estava ali naquele lugar.

Eu estava diante da minha primeira pré-consulta. De uma maneira bem resumida, disse dos meus problemas de ansiedade que venho carregando durante toda a minha vida, e falei que algo havia me chateado de uma maneira muito grande recentemente e foi isso que me desencadeou um grande desequilíbrio emocional, onde fui parar no hospital.

Relatei todos meus sintomas a ele, e ele foi anotando tudo na minha ficha. Ao mesmo tempo, me disse que a ansiedade é algo natural do ser humano. Que é através dela que temos receio de fazer coisas erradas e ao mesmo tempo é através dela que temos força para correr atrás de algo. Porém no meu caso, meu corpo não está mais obedecendo o envio dessas cargas no momento correto e necessário. 

Cheguei a perguntar se todos esses sintomas eram da Síndrome do Pânico, ele disse que não exatamente, ele precisava averiguar melhor tudo o que vem acontecendo comigo e que a princípio poderia não ser, tendo em vista que consigo estar diante de pessoas, ir trabalhar e não manifestar até então nenhuma crise nessas situações. Porém não descartou a possibilidade de ser algum outro tipo de "doença" (não era bem o termo que queria usar, mas não encontrei nada que pudesse enquadrar ao que eu queria falar aqui).

Depois ele disse que eu iria precisar de fazer algumas sessões de terapias acompanhadas com medicação. Com a medicação eu ia poder ver como é a vida de uma pessoa normal, "sem ansiedade". Conforme formos avançando com a terapia, iriamos tentar cortar a medicação para ver se eu conseguiria de maneira natural agir melhor diante desses momentos tensos da minha vida. No momento em que ele falou das medicações eu fiquei com um pouco de medo, não quero me sentir dopada e quero ter uma vida normal. Mas ao mesmo tempo, imaginar como seria uma vida sem que meu cérebro ficasse "me matando a todo momento", seria um bom descanso a mim mesma.

Me despedi de forma alegre e satisfeita e com um ânimo a mais de viver. Como disse, isto foi apenas uma pré-consulta e que foi bastante proveitosa a princípio. No decorrer dos dias conforme eu tiver minhas sessões de terapia e iniciar as medicações, venho comunicar a vocês como tenho passado. Espero muito que eu fique bem logo para voltar a compartilhar meus sucessos e alegrias aqui neste cantinho. 

Minha primeira crise de ansiedade, um dos piores momentos da minha vida.

Bom dia a todos seguidores, leitores deste blog, pessoas que me acompanham nas redes sociais e amigos que fiz ao longo dessa vida. Desta vez, essa postagem vai ser diferente. Não vai ter aquele velho cumprimento padrão, nem ao menos uma bonita imagem ilustrativa. Hoje depois de alguns dias venho fazer um relato no qual percebi que muita gente se preocupou comigo e espero que no fim disso tudo, que isto seja uma porta ou uma janela para você que talvez esteja num poço mais profundo que o meu.


O que fazer quando está em crise de ansiedade


Já passei por muitas situações nessa vida, situações das quais sempre me superei, sempre dei a volta por cima e tirei tudo de letra. Meus amigos sempre me apontavam como uma pessoa forte, talvez durona. Durante toda minha vida, desde meus 6 anos de idade, sempre tive que lidar com a ansiedade e eu sempre tentei levar minha vida com ela da melhor forma. Ânsias de vômito e constante vontades de ir ao banheiro sempre fizeram parte da minha vida diante de qualquer coisa que fuja da minha rotina. Nunca deixei de fazer nada diante disso, isso nunca me impediu em nada na minha vida. Até o exato momento em que as coisas começaram a ficar um pouco diferentes.

Alguns dias antes do fato desencadeador eu já não estava muito bem. Preocupações constantesinsonia misturada com pesadelos, uma sensação de que algo ruim estava por vir, mas mesmo assim levando a vida como deve ser feito.

Doença do século
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Dia 8 de setembro: Infelizmente ocorreu algo muito chato comigo, uma decepção muito grande. Mas como todas as outras vezes, eu sempre superei todas as coisas em minha vida. Mas dessa vez foi diferente. Não bastava apenas as ânsias e vontade de ir ao banheiro, comecei a sentir tonturas, e isso me causou uma leve preocupação visto que isso não era uma constância. Os dias que seguiram diante disto me deixaram totalmente sem apetite. E todas as vezes que me forcei a comer por necessidade vinham carregadas de mais e mais ânsias de vômito. Conseguia apenas ingerir líquidos, e o leite era a maior refeição que fiz durante 4 dias.

Dia 11 de setembro: Eu poderia ter me prostrado na cama, mas tive coragem de levantar e ir trabalhar. Tentar dar a volta por cima como sempre fiz em todos momentos da minha vida, e mesmo não me alimentando direito, eu estava achando que era apenas uma fase ruim e que logo meu corpo acostumaria novamente. Eu não estava nos meus melhores momentos e nem ao menos feliz. Mas me mantive firme diante das minhas responsabilidades como pessoa e tentei de todas maneiras que isso não prejudicasse a mim mesma e ao meu trabalho. Dia 12 de setembro: Estava crente que estava melhorando, foi o primeiro dia deste então que consegui comer algo decente, mesmo que em poucas quantidades. Consegui me divertir com áudio de amigos que tentaram me confortar e me dar força. Nessas horas vemos quem são as pessoas que realmente se importam comigo, e você se sente grata por tê-los por perto.

crise de panico

Dia 13 de setembro: Provavelmente mais um dia avançado com sucesso. Trabalhei normalmente, não foi um dia estressante. Após isso tive uma excelente aula de Pilates que faço para ajudar com meus problemas de joelho e coluna. Fui pra casa e tentei jantar em torno das 19 horas. Infelizmente não consegui comer direito. Novamente fiquei enjoada. Minha irmã havia feito uma deliciosa torta de bolacha com morangos. Minha mãe insistiu para que eu comece um pedaço, e assim eu tentei fazer. Na primeira garfada não consegui, os enjoos eram mais fortes. Neste momento a única coisa que veio na minha cabeça foi: "Se nem isto estou conseguindo comer, isso indica que não estou nada bem".

19:25: Comecei a ficar com tonturas novamente, e com os enjoos tentei controlar a respiração. Chamei alguns amigos pra conversar para tentar me distrair e cheguei a abrir alguns videos no youtube. Mas a tontura estava forte o suficiente para que eu não conseguisse sair da cadeira para pedir ajuda. Uma amiga me mandou um link que tinha a seguinte imagem, e foi apenas isso que conseguiu me acalmar a ponto de conseguir levantar e ir falar com minha mãe.

Como respirar quando está ansioso


19:30: Disse a minha mãe que estava com enjoos e tontura. Ela me chamou para ir brincar com os cachorros e dar uma volta na rua para respirar um ar fresco. Começou uma tensão e dor muito forte sobre meus ombros e nuca e tive que correr para o banheiro com novas crises de ânsia. Fiquei com a boca seca e coração disparado. Neste momento comecei a tremer de maneira descontrolada e comecei a chorar. Minhas mãos ficaram frias e suadas. Tentei medir minha pressão por um aplicativo no celular (que nem sei se é correto) e minha pressão estava 10 por 6. E com os tremores comecei a sentir uma estranha sensação de dormência que começou nos meus pés, subindo para as pernas me deixando fraca para me levantar, vindo para as pontas dos dedos e cobrindo mãos, braços e lábios. Foi aí que percebi o quanto eu estava mal e minha mãe chamou meu pai para me levar ao hospital.

Para mim, a ida ao hospital foi um dos momentos mais longos que eu já enfrentei na vida. Eu tremia e não conseguia levantar a cabeça, tentei controlar a respiração novamente, eu estava muito ofegante. No fundo eu pensava "Por que isto está acontecendo? Não faz sentido, eu não quero me sentir assim..." e foi quando eu comecei a sentir o céu da minha boca dormente, e quando eu com as mãos tentei tocar meus lábios eu não consegui sentir mais nada. Entrei em pânico, achei que iria morrer naquele momento. Comecei uma outra crise de choro, desespero, pra mim foi um dos piores momentos da minha vida. NAQUELE MOMENTO REALMENTE ACHEI QUE IRIA MORRER. E não, eu não queria me entregar, eu não queria que toda minha vida acabasse ali naquele momento. 

Fui rapidamente atendida, apesar dos médicos terem uma certa dificuldade para me avaliar. Foi difícil averiguar minha pressão e batimentos cardíacos diante dos meus tremores e respiração difícil. Lá minha pressão estava 14 por 10. Nada mais passava pela minha cabeça do que as frases "Por que isto está acontecendo comigo? Como me deixei chegar a este ponto? Isto nunca ocorreu na minha vida! Já estive em momentos muito piores... O que aconteceu comigo? Como isto conseguiu me derrubar?" 

Não vou entrar no mérito em dizer como fui diagnosticada e nem ao menos o remédio indicado. Fiquei durante uns 40 minutos intermináveis naquele hospital esperando ansiosamente para que aquela dormência que tomou conta do meu corpo tivesse fim. Não quero ser exemplo para ninguém em momentos de crise se automedicar. Longe disso. Estou aqui para dizer alguns pontos bem importantes diante disso. Logo após ser atendida, eu pedi ajuda. Eu reconheci que precisava de ajuda pela primeira vez nestes meus 28 anos de estrada. Eu reconheci que não estava bem e que não conseguiria me sair bem dessa sozinha como sempre fiz. Reconhecer é o primeiro grande passo e talvez o mais difícil de todos.

O médico plantonista pediu que eu fosse no dia seguinte no posto de saúde que eu frequento para ter uma consulta com ele para ele averiguar como passei a noite e me orientar ao que fosse melhor para o meu caso. Ele acabou me receitando dois remédios. Um deles bem famoso para casos onde eu tivesse novamente uma crise, ou tentar frear antes que ela chegasse a acontecer. O outro um relaxante muscular para que eu pudesse dormir mais tranquilamente caso eu me sentisse agitada e com insonias a noite. E com ambos, um encaminhamento ao psicólogo para que eu finalmente possa vencer mais uma batalha nesta vida e conseguir viver bem os anos que ainda me restam.

Ansiedade não é brincadeira. Infelizmente agora ela foi mais forte que eu. Nessas horas o apoio da família e amigos são fundamentais para que você consiga superar isto tudo. Sou eternamente grata por tanta pessoa bacana ter aparecido na minha vida oferecendo uma mão para me ajudar a levantar. Tive companheiros de trabalho maravilhosos que me apoiaram nesta escolha de me tratar e que me acolheram de uma forma inigualável. Meus pais, muito preocupados não me desvirtuaram dessa escolha de precisar de um profissional para que eu fique bem. Apareceram pessoas na internet que andaram falando bastante asneira pra falar verdade, mas outros com um carinho tão grande, onde eu nem imaginava ser tão especial assim. Este é somente o primeiro capítulo dessa história, um capítulo tenso, difícil, que por mais que pense em desistir, me sobra uma pequena chama de esperança dizendo que ainda pode ter um final feliz.

Setembro Amarelo - Tendencias suicidas...

Bom dia guerreiros e guerreiras do meu coração de dragão! Eu pensei muito antes de fazer esta postagem, mas acho que finalmente conseguirei botar pra fora algumas coisas das quais eu carrego aqui dentro...

Prevenção ao suicídio

Sou uma pessoa que vive em constantes crises de ansiedade, e felizmente até o momento, nenhuma foi tão grave a ponto de tentar me matar. Aliás, acho que pensar em se matar ocorre sempre e com quase todas pessoas. Mas existe uma pequena diferença entre pensar e agir. Achei que eu nunca passaria tão próximo de uma situação tão delicada, mas hoje eu entendo melhor alguns motivos para que as pessoas cheguem as vias de fato.

Talvez este post seja um desabafo que guardei comigo mesma durante muitos anos. Poucas pessoas sabem do peso que senti com a partida de alguém que já foi muito próximo...

Tendencias suicidas

Já tive alguém em minha vida no qual eu já me importei bastante. Uma pessoa um tanto quanto sem malícias, que achava que todo mundo que se aproximava era porque queria bem, e que nunca seria por interesses ou qualquer outro motivo ruim. Uma pessoa no qual sua "inocência" já me fez passar raiva, talvez por eu observar demais e sempre desconfiar das pessoas. Quando conheci esta pessoa, logo de cara já fiquei sabendo de suas antigas tendencias suicidas. Esta pessoa sentia demais, e seus sentimentos eram profundos o suficiente pra fazer de sí a pessoa mais feliz do mundo e em contra partida a pessoa mais infeliz do mundo.

Esta pessoa não teve uma experiência muito agradável em sua vida. Haviam graves e sérios problemas familiares, onde a família por muitas vezes é a base de tudo. E por mais que esta pessoa tenha durante sua vida tentado fugir de todos problemas possíveis, com sua inocência sempre acabava caindo em mãos erradas, e então toda depressão e tristeza vinha a tona novamente. Esta pessoa era um tanto quanto impulsiva, agia muito pelos instintos e sentimentos do que pela razão e pela análise do futuro. Era uma pessoa que se entregava demais, e pode ter certeza de que todos seus sentimentos eram os mais puros e verdadeiros.

Suicídio
Desabafe, abra seu coração para alguém próximo, procure ajuda!

Na época eu também não estava em um momento bom de sanidade mental. Tive que me afastar e por este afastamento, acabei ficando distante de seus últimos momentos. Por depositar demais seus sentimentos em outras pessoas, o seu amor próprio foi se esvaindo a cada overdose e gotas de sangue derramadas pela casa. Quando percebi o quão séria era a situação, me preocupei, mas era tarde demais e eu apenas torcia para que o universo me desse mais uma chance de poder estar perto e dizer que todos problemas seriam resolvidos e que eu agora novamente estaria ali. Mas a vida não é um conto de fadas, e o final não foi feliz. 

Por anos me culpei pelo acontecido, achava que estar presente seria o suficiente para que as várias tentativas de suicídio não tivessem acontecido. Mas meu amor em estudos a psicologia me abriram os olhos e depois de anos eu descobri que de nada adiantaria eu estar perto naquele momento, onde tudo que era mais grave já havia acontecido e eu não teria como mudar o passado. Mas se eu pudesse talvez voltar no tempo, eu acredito que mesmo se o final fosse igual, eu tentaria me manter presente e confortar suas dores emocionais.

Não cometa suicídio
Acredite, sempre haverá um amanhã melhor, uma nova chance para fazer tudo diferente!
A depressão não é uma frescura. Ninguém escolhe se sentir assim do dia para a noite. É tudo mais complexo do que pode imaginar, e algumas vezes não existe um fator desencadeante. O desequilíbrio hormonal pode causar várias consequências no nosso organismo, e acredite, você não consegue controlar um AVC, ele simplesmente acontece, assim como uma depressão, crises de ansiedades e síndromes do pânico. Por isso é necessário saber se vigiar, e reconhecer o seu problema, se abrir para os outros e procurar ajuda. Muitas vezes um ombro amigo e acolhedor pode te ajudar a superar problemas, mas em níveis mais graves, apenas uma medicação dada por um profissional e tomada de maneira correta é capaz de aliviar a dor e os pensamentos ruins causados pelo desequilíbrio.

Ofereça ajuda a quem precisa
Nunca desista de lutar, por mais difícil a situação pareça!
Hoje eu sinto um pesar que me acompanha durante alguns anos desde que você se foi... Eu realmente tinha esperança que você desse a volta por cima e que conseguisse superar isso tudo. Todos seus sonhos foram em vão, sonhos dos quais você compartilhou comigo durante muito tempo, onde eu sorria e torcia por você. Por muitas vezes achava que você falava loucuras, mas no fundo eu sabia que isto era você em toda sua complexidade verdadeira. Sei que sentiu minha falta, e que não estive presente nos seus piores momentos. A vida não lhe deu outra oportunidade, e eu sinto muito por isso. Todas suas dores físicas e emocionais foram levadas e agora você descansa em paz... 

...em memória de K.L.